“Tinha esta receita num livrinho e, numa ocasião, para as festas da Cidade, foi necessário apresentar algo diferente. Vendeu-se bem e não se deixou de fazer, há 20 anos”, recorda. Menos regional que o bolo de cabeça, o pastel de feijão torrejano tem também uma história centenária. Terá nascido pela arte culinária das religiosas do Convento do Espírito Santo, espaço que já não existe, e durante algum tempo, era Helena ainda criança, vendeu-se na Pastelaria Primorosa. “Quando fechou, deixou de se fazer”, explica. Nas primeiras tentativas de recriar este doce, que estava praticamente a cair no esquecimento, achou a dose de açúcar exagerada e acertou a medida a seu gosto. Posteriormente deu a provar ao Chefe Silva e a Filipa Vacondeus, figuras que várias vezes visitaram o seu negócio, que aprovaram o resultado final. “Assim ficou. Peguei na receita e não deixei que se perdesse”, notou. Da sua casa apenas saiu um doce para a competição, mas garante entre risos que estava à espera...
A sua receita do bolo de cabeça é de família, mas segue a mesma linha dos congéneres da região: farinha, açúcar, azeite, canela, erva doce, bicarbonato de sódio, margarina, limão. Na sexta-feira “vou apresentá-lo o mas possível, defendê-lo com unhas e dentes”, assegura, este bolo tão simples e tosco ante colegas tão mais delicados.